Justificativa

O policiamento preventivo baseia-se na suposição de que a presença da policia pode impedir ou dificultar a ocorrência de crimes. Este policiamento é feito basicamente através de rotas de patrulha, visando cobrir uma área ou alvos potenciais durante um determinado tempo.

Normalmente, o policiamento é feito com base na estatística de crime ocorrido em um determinado período. A estratégia fundamental é, para certo período de tempo, identificar onde o crime esta sendo cometido e agir preventivamente no sentido de proteger os locais considerados alvos vulneráveis potenciais.

Esta estratégia é adotada, principalmente, para combater os chamados crimes contra o patrimônio como roubos, furtos e arrombamentos. O grande problema deste enfoque é que, o policial que realiza o planejamento da alocação, tem um grande número de variáveis a manipular e a qualidade do policiamento é assim dependente de como elas são tratadas.

Estas variáveis estão representadas, a seguir, no formato de perguntas a serem respondidas pelo policial:

  • Onde policiar?
  • Que alvos devem ser priorizados?
  • Em que momentos, horários e/ou dias devem ser alocados os times de patrulha?
  • Quais equipes devem ser alocadas a quais alvos e/ou tipos de rota?
  • Qual o melhor tamanho da rota?
  • Quando se deve realizar uma reorganização de rotas?
  • Como a rotas devem evoluir?

Enfim, qual a configuração ideal de rotas preventivas. É evidente que existem limitações de ordem prática que impedem que se façam estudos experimentais na realidade e que busquem responder as perguntas descritas anteriormente.

Alem disso, a estratégia de trabalhar somente com os padrões de crimes ocorridos impede compreender a dinamicidade do crime e suas ações evolutivas e migratórias.

Um dos aspectos desta dinamicidade refere-se ao fato de que o criminoso se vê obrigado a migrar para outros locais em busca de novos alvos, em função, dentre outras coisas, da ação da polícia.